sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ao encontro de Deus: Usando as armas certas


Vimos semana passada que quando não mantemos uma prática devocional constante perdemos nossa intimidade com Deus e quebramos nosso compromisso com o Senhor. Hoje veremos que essa falha devocional pode nos custar ainda mais caro.

“Quem não se utiliza da oração acaba usando a espada”. Essa frase do Rev. Luciano aponta para a atitude de Pedro no Getsêmani. Exatamente por não ser capaz de vigiar em oração como Jesus lhe disse, foi que ele cortou a orelha de Malco (Jo 18.10).

Quando deixamos de orar não apenas perdemos a intimidade com Deus, mas lhe dizemos que não precisamos dele. Se não oramos deixamos de confiar no Senhor e passamos a confiar em nós mesmos e a lançar mão dos nossos próprios recursos. Pior ainda é que podemos acabar usando os recursos do mundo.

Quantas vezes somos levados a agir como os não crentes! Tomamos decisões e atitudes idênticas de quem não tem temor do Senhor. Agimos com desonestidade, mentimos, brigamos, fazemos coisas que é próprio de quem não serve ao Senhor. Nesses momentos deixamos de glorificar a Deus, quebramos nosso compromisso com Ele e nos tornamos como um ímpio qualquer.

Jesus jamais se deixou levar. Ele nunca revidou a nenhuma injúria. Suportou tamanhos maus tratos sem jamais levantar sua mão a alguém. Ele nunca usou as mesmas armas dos homens, porque estava sempre em comunhão com o Pai através da oração.

Da mesma forma “a força da igreja não vem da semelhança com o mundo, mas de sua relação com Cristo”. Se deixarmos de nos relacionar com ele perdemos nossa força. Se perdermos essa força, buscamos a força do mundo e aí nossa situação piora ao invés de melhorar. Isso porque quando estamos à nossa própria sorte estamos perdidos.

Por isso vamos usar as armas certas! Vamos buscar e manter uma vida devocional constante. Só assim teremos intimidade com o Senhor e teremos a verdadeira força para vencer nossas batalhas. Assim não nos colocaremos em pé de igualdade com o mundo. E assim jamais quebraremos nosso compromisso com Deus.

Marcelo Batista Dias

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ao encontro de Deus: Compromisso Devocional


A igreja evangélica de nossos dias tem falado muito em intimidade com Deus. Vemos esse desejo expresso em músicas que fazem muito sucesso. O problema é que aqueles que querem intimidade com Deus têm negligenciado o único meio de obtê-la – a prática devocional.

A Bíblia e a oração são os meios que Deus nos deu para recebermos de sua graça. É neles e somente por eles que podemos desfrutar da intimidade com Deus. No Salmo 25.14 lemos o seguinte: “A intimidade do SENHOR é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança”. Temer a Deus é reverenciá-lo, honrá-lo, e se aproximar dele com humildade e dependência. Somente se temermos a Deus de verdade é que vamos desfrutar de sua intimidade.

Outra verdade do texto é que não somos nós que alcançamos a intimidade com Deus. É Ele quem nos dá “a conhecer a sua aliança”. Deus nos deu uma forma de conhecer Sua aliança e a si mesmo – as Escrituras. É somente pela Palavra de Deus que podemos conhecer a Deus de modo suficiente e íntimo.

Além da Bíblia Deus nos deu o privilégio de orar. A oração é o momento que Deus nos permite chegar diante dele e falar a ele com toda liberdade e certeza de sermos ouvidos. Deus valoriza e muito a oração (Ap 5.8). Jesus Cristo orava incessantemente. Paulo também o fazia (1 Ts 5.17), pois sabia que a oração é única arma que temos para enfrentar as lutas da vida.

O problema é que abandonamos a prática devocional e por isso quebramos o compromisso com Deus. Sem devocional é impossível desenvolver intimidade com Deus. Como poderemos ter intimidade com alguém com quem não nos relacionamos? Como podermos encontrar Deus se negligenciarmos sua presença através da vida devocional?

Infelizmente muitos de nós temos nos contentado com a freqüência aos domingos e quartas-feiras enquanto a sexta-feira fica esquecida. Pior ainda: quantos de nós temos desenvolvido a prática devocional em casa? Desse jeito é impossível ter intimidade com Deus e é impossível sermos fiéis a Ele.

Que Deus nos ajude a desenvolver um compromisso com a vida devocional. Assim e somente assim, alcançaremos intimidade com Deus. Somente assim cresceremos na fé. E somente assim seremos fiéis ao Senhor que tanto nos ama.


Marcelo Batista Dias

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ao encontro de Deus: Porque quebramos o compromisso?



Já vimos até aqui o que tira de nós o privilégio de vida em comunhão com Deus é a falta de compromisso. Vimos também que o compromisso do crente com Deus é mais profundo. Ele deve ser firmado no amor, na sensibilidade e no prazer em Deus. Veremos agora alguns dos motivos pelos quais somos levados a fracassar em nosso compromisso com o Senhor.

Em Marcos 14. 27-31 temos a tragédia de Pedro. Ele o mais corajoso dos discípulos tornou-se um egoísta e negou o Senhor. Em Pedro vemos as razões pela qual quase sempre falhamos no compromisso com Deus.

A primeira delas é o orgulho. Pedro era o discípulo que mais se achava melhor. Ele disse: “Ainda que todos se escandalizem, eu, jamais! (v.29)”. Ele pensava de si mesmo muito mais do realmente era. Engraçado que pouco antes ele tinha dúvidas de sua fidelidade (leia o verso 19). Mas agora porém, ele estava tão seguro de si que não tinha dúvidas de que nunca trairia a Jesus.

Dois erros levaram Pedro ao fracasso. Primeiro seu orgulho o fez se achar melhor que seus companheiros. Ele se colocou abertamente acima de seus irmãos. Ele contrariou o principio mais recomendado por Cristo – a humildade. A humildade faz parte do caráter de Cristo. Em Filipenses 2.5-11 Paulo diz que Cristo tinha todos os motivos para se impor sobre os homens, mas não o fez. Ao contrário, ele se humilhou totalmente se fazendo como um homem comum e morrendo como o pior dos homens.

Em segundo lugar, Pedro depositou confiança demais em si mesmo. Jeremias fala que o coração do homem não é confiável (Jr 17.9). Ele é enganoso e “demasiadamente corrupto”. Nem nós mesmos podemos conhecê-lo. Poe isso não dá pra confiar em nosso próprio coração. Jesus disse que é do coração do homem que procedem seus instintos mais selvagens (Mt 15.19). Por isso a Bíblia deixa bem claro que temos que nos dominar. Paulo fala disso. Ele diz que não devemos pensar de nós além daquilo que convém, pois o risco de queda é muito grande.

O orgulho nos afasta de Deus. Isso porque o orgulho nos coloca contra Deus, enquanto a humildade nos leva para mais perto dele (I Pe 5.5). Por orgulho deixamos de buscar o Senhor e tentamos nos resolver sozinhos. Exatamente por isso quebramos nosso compromisso com ele. Por isso devemos sempre nos humilhar na presença de Deus (Tg 4.10). Somente submissos a Deus e à sua vontade conservaremos nosso compromisso com Ele.

Marcelo Batista Dias

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ao Encontro de Deus: Compromisso por Prazer




Vimos anteriormente que se comprometer com o Senhor é ter uma atitude de amor e sensibilidade para com Ele. Veremos agora que compromisso cristão é a “capacidade de obedecer prazerosamente a vontade revelada de Deus”.


Que devemos obedecer a Deus isso já sabemos. Também sabemos que para conhecermos a vontade de Deus e obedecê-lo é preciso ler a Bíblia e orar sempre. Por isso nos concentraremos em uma palavra desta definição: ‘prazerosamente’.


Muitos vêem a obediência a Deus como um fardo. Não é difícil encontrarmos no mundo pessoas que acham que ser cristão é ser um alienado, ou seja, alguém escravizado a um modo de vida sem qualquer tipo de prazer. O problema é que muitos cristãos estão pesando assim também.


Uma das coisas que muitas vezes nos esquecemos é que a obediência a Deus deve ser encarada com prazer. Devemos sentir prazer em obedecer a Deus e não apenas fazê-lo como se isso fosse uma obrigação pesada sobre nossos ombros.


A obediência que devemos a Deus, não serve para conquistarmos um status mais digno diante de Deus. Não devemos pensar que ao obedecê-lo estaremos pagando pelo que Ele fez e faz por nós. Muito menos devemos obedecê-lo por que nossa religião assim o manda fazer. Tudo que Deus nos dá é fruto de sua graça. Não podemos conquistar nada de Deus por nossos méritos. É por causa desta graça que devemos obedecer a Deus. Devemos ter prazer em Deus.


Segundo o dicionário, ‘prazer’ significa: “Deleite, gosto, satisfação, sensação agradável”. É assim que devemos nos sentir diante dos mandamentos de Deus. João diz que os mandamentos de Deus não são penosos (I Jo 5.3b). Por isso obedecer a Deus deve ser agradável aos nossos sentidos. Do contrário desanimaremos do compromisso de obedecê-lo.


Sendo assim devemos nos distanciar cada vez mais do mundo e de seus prazeres. Devemos deixar as coisas mundanas, pois elas são apenas ilusórias. Somente a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2). Por isso devemos ter prazer nas coisas de Deus. Devemos sentir prazer em seus mandamentos. Devemos dizer como o salmista:


“Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer”. Salmo 119:174


Marcelo Batista Dias

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ao encontro de Deus: Compromisso pela Sensibilidade



Vimos anteriormente que compromisso para o cristão é uma resposta de amor a Deus pelo que Ele é e por tudo que tem feito por nós. Além disso, compromisso para o cristão significa sensibilidade espiritual. O Rev. Luciano diz que “compromisso com Deus é uma disposição em ouvir o que Deus tem a nos dizer”. Ouvir é o mesmo que dar atenção. E para ouvirmos a voz de Deus é preciso sensibilidade.


Gosto muito da segunda estrofe do hino 129 do hinário Novo Cantico. Ela diz: “Ao meio dia, quando os sons da Terra abafam mais de Deus a voz de amor, recorre à oração, evita a guerra, e goza paz com o Senhor”. Essas palavras refletem algo que é muito precioso para sensibilidade a Deus – a oração.


Como estamos carentes desta atitude! Muitas vezes ficamos nos perguntando por que está sendo tão difícil lidar com as lutas do dia-a-dia. Para mim a resposta está exatamente na contra mão da frase acima. Isso acontece por causa da nossa auto-suficiência. Quando estamos no meio do calor do dia ao invés de recorrermos à oração, damos confiança ao nosso próprio instinto. Assim a voz de Deus fica abafada pelos nossos afazeres e nós perdemos a sensibilidade espiritual. O resultado disso é que as lutas ficam mais duras a cada dia.


O Salmo 40.6 diz: “Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos”. Davi tentou oferecer sacrifícios a Deus, mas Ele não quis. O que Deus fez foi abrir os ouvidos de Davi. Na língua original Davi disse que Deus cavou ouvidos nele. Ou seja, Deus prefere um servo que o ouça a um servo que lhe faça sacrifícios. Isso quer dizer que Deus não quer nossos esforços religiosos. Ele quer nossa atenção, nosso ouvido. Isso fica fácil de entender quando nos lembramos que Deus é um Deus que ama se relacionar conosco.


Dar ouvidos a Deus é ser comprometido com Ele. Dedicar tempo para ouvi-lo e falar com Ele é sinal de que Ele é importante para nós. Por isso desenvolver sensibilidade espiritual é vital para nosso bem estar. Quando nos esforçamos nisto demonstramos a Ele nosso amor e comprometimento.


Que Deus nos ajude a sermos sensíveis à Sua voz. Que possamos parar em meio às lutas para dar atenção ao que Ele tem para nos dizer. Que possamos como Davi pedir a Deus para cavar ouvidos em nós. Assim seremos mais sensíveis e comprometidos com o nosso Deus.

Deus nos abençoe.


Marcelo Batista Dias

Publicado em 20/09/09

Ao encontro de Deus: Compromisso por Amor



Como disse no artigo anterior, não é difícil para qualquer um de nós derraparmos na curva do compromisso. O tempo louco em que vivemos corrompe nossa fé e pode até mesmo nos fazer perder de vista a esperança da glória de Deus.

Eu não quero e com certeza você também não quer passar pelos mesmos problemas que o povo de Israel passou por causa de sua falta de seriedade no compromisso com Deus. Por isso para começarmos juntos nossa caminhada ao encontro de Deus é preciso entender o que significa para nós crentes o compromisso com Deus. Para isso estaremos baseando nossas meditações no livro do Rev. Luciano Rocha, “Restaurando o compromisso com Deus”.
Em primeiro lugar o compromisso com Deus é importante porque “é uma resposta prazerosa àquilo que Deus já realizou por nós”.


Deus sempre foi de encontro ao homem, mesmo na ocasião da queda. Foi Deus quem procurou Adão no jardim quando este pecou. “Onde estás”? – foi a pergunta de Deus (Gn 3.9). Ali naquele mesmo lugar foi prometida por Deus a salvação (Gn 3.15). Deus manifestando seu amor providenciou uma forma de levar o homem para perto de si outra vez.


O nascimento de Cristo é a maior prova do mover de Deus ao encontro do homem. Em meio a um monte de animais, em uma manjedoura, nasceu o Salvador, Deus em forma de homem, reconhecido em figura humana, vindo atrás de sua mais preciosa criatura.
Ainda hoje ele se move em nossa direção para nos abençoar e cuidar. E quantas coisas o Senhor tem feito por nós! Não podemos deixar de notar ao nosso redor quantas preciosas bênçãos recebemos de Deus todos os dias. O ar que respiramos, nossa saúde, o trabalho, a família... tudo isso deve nos inspirar a um sério compromisso com Deus.


O Rev. Luciano diz que “o nosso compromisso com Deus é uma resposta em amor ao seu compromisso inicial conosco”. Isso quer dizer que ser comprometido com Deus significa amar a Deus. Que preciosa verdade! Devemos ser comprometidos com Deus por amor. Amor pelo que ele fez e faz por nós. Mais do que isso, amor por quem Ele é. Ele é Deus, o Senhor, nosso Criador, nosso Salvador. Por isso devemos nos comprometer seriamente com Deus. João diz que nós só podemos amar porque Deus nos amou primeiro (I Jo 4.19). Amemos intensamente ao Senhor e demonstremos esse amor na prática de um compromisso sério e firme com Ele! Leia o que está escrito em 1ª Jo 3.18.


Que Deus nos abençoe!

Marcelo Batista Dias
Publicado em 13/09/09

Ao Encontro de Deus




Na jornada cristã, a correria da vida à vezes nos arremessa para fora da estrada. Às vezes olhamos para dentro de nós mesmos e nos perguntamos: Para onde estou indo? Paramos, olhamos ao redor e o que percebemos é que estamos fora do caminho. Algo aconteceu em um determinado momento que nos jogou para fora e nós ainda não havíamos percebido. Pode ter sido qualquer coisa. Uma enfermidade, um momento de sufoco financeiro, ou até mesmo coisas legitimamente boas como trabalho, estudos, família, etc. Mas o fato é que nos desviamos do alvo.

Quando olhamos para a Palavra de Deus, sempre encontramos o povo de Deus nesta situação. No Antigo Testamento vemos Israel constantemente derrapando no seu caminho em direção a Deus. No Novo Testamento, Pedro é o primeiro exemplo de derrapagem cristã. Logo depois dele vieram muitos. Um exame mais profundo das Escrituras nos levará a conhecer o motivo de tantas derrapagens.

Há uma curva na estrada da fé que sempre jogava e joga o povo de Deus para fora do caminho. Esta curva se chama Compromisso. Como derrapamos nesta curva! Não estou falando aqui de compromisso com a igreja, mas de compromisso com Deus. Isso porque se não somos comprometidos com Deus, não o seremos com a igreja.

Contudo no mesmo passo que nos desviamos de Deus, ele nos faz voltar. Pedro é também um exemplo claro disto. Ele derrapou feio, mas Cristo lhe deu nova oportunidade. Deus sempre nos dá uma oportunidade de retorno. Por isso, o que quero fazer nesta mensagem não é passar um sermão e apontar o dedo dizendo que a igreja está sem compromisso. Cada um de nós sabe onde o calo lhe aperta mais. O que quero é fazer um convite. Quero convidá-lo a vir comigo ao encontro de Deus. Quero convidá-lo a zelar para que nada tire de nós o bem mais precioso que temos: A comunhão com o Senhor.

Se você sente que tem deslizado nesta curva, gostaria muito que viesse comigo. Que juntos identificássemos o que nos tem feito derrapar e eliminemos tal coisa de nossas vidas. Lembre-se, é um convite. Não posso obrigá-lo, nem forçá-lo a isso. Nos próximos boletins, publicarei mais a respeito do compromisso com Deus e dos passos que devemos tomar juntos em direção a Ele.

Deus nos abençoe.

Marcelo Batista Dias
Publicada em 06/09/09